Aviso: as informações deste artigo são informativas e não substituem a avaliação de um médico veterinário. Consulte sempre um profissional antes de mudanças na rotina, alimentação ou tratamento do seu pug.
Quem tem pug em casa sabe: ele aparece embaixo da mesa toda hora que você senta pra comer. Faz aquela cara, fica babando, e a tentação de ceder é grande. O problema é que muitos alimentos comuns na cozinha brasileira são tóxicos para a raça. Alguns causam só desconforto. Outros podem matar.
Os alimentos proibidos para pug incluem chocolate, cebola, alho, uva, abacate, macadâmia, café, álcool, xilitol, ossos cozidos, leite e massa de pão crua. Cada um deles pode causar desde vômito até insuficiência renal, dependendo da quantidade e do peso do cão.
Em resumo: 12 alimentos comuns são proibidos para pugs por serem tóxicos ou perigosos. Se o seu pug comeu algum, mesmo em pequena quantidade, observe os sintomas pelas próximas 24 horas e ligue para o veterinário ao primeiro sinal de mal estar.
Por que o pug é mais sensível a alimentos tóxicos
O pug pesa em média 6 a 8 kg. Para um cão desse porte, pequenas quantidades de substâncias tóxicas que um cão grande absorveria sem problema podem causar reações sérias. Além disso, a raça tem fígado e rins mais sensíveis, e a respiração comprometida pela braquicefalia agrava qualquer crise.
Segundo o American Kennel Club, mesmo doses pequenas de alguns desses alimentos podem ser fatais para cães de pequeno porte. Por isso a regra é simples: na dúvida, não dê.
Os 12 alimentos proibidos para pug
1. Chocolate
O chocolate contém teobromina e cafeína, duas substâncias que o organismo do cão metaboliza muito mais devagar do que o humano. O resultado é acúmulo no sistema, que pode causar vômito, diarreia, agitação, taquicardia, convulsões e morte.
Quanto mais escuro o chocolate, mais perigoso. Chocolate amargo e cacau em pó são os piores. Chocolate ao leite e branco têm menos teobromina, mas continuam tóxicos.
Sintomas: aparecem entre 6 e 12 horas após a ingestão. Inquietação, sede excessiva, vômito, diarreia, batimentos acelerados.
O que fazer: ligue para o veterinário imediatamente. Tenha à mão a quantidade aproximada e o tipo de chocolate ingerido.
2. Cebola e alho
Cebola, alho, alho-poró e cebolinha pertencem à família Allium e contêm tiossulfato, uma substância que destrói as células vermelhas do sangue do cão. O resultado é anemia hemolítica, que pode levar dias para se manifestar.
O perigo é que esses ingredientes estão em quase todo prato cozido em casa. Restos de feijão, arroz temperado, refogado de carne ou frango quase sempre têm cebola ou alho. Não vale o risco.
Sintomas: vômito, diarreia, fraqueza, gengivas pálidas, urina escura. Pode aparecer até 4 dias depois.
3. Uva e uva passa
A uva é uma das frutas mais perigosas para cães. Mesmo uma pequena quantidade pode causar insuficiência renal aguda. O mecanismo da toxicidade ainda não foi totalmente explicado, mas os relatos clínicos são consistentes em todas as raças.
Uva passa é ainda mais concentrada e mais perigosa. Cuidado especial com pães, biscoitos e bolos que possam ter uva passa na receita.
Sintomas: vômito, diarreia, letargia, redução da urina nas primeiras 48 horas.
4. Abacate
O abacate contém persina, uma substância presente na polpa, casca e caroço. Para cães, causa vômito, diarreia e, em casos graves, acúmulo de líquido nos pulmões. Para o pug, que já tem dificuldade respiratória pela braquicefalia, qualquer comprometimento pulmonar é especialmente perigoso.
5. Macadâmia
A macadâmia é uma das nozes mais tóxicas para cães. Causa fraqueza nas patas traseiras, tremores, vômito, febre e perda de coordenação. Os sintomas costumam aparecer dentro de 12 horas.
Cuidado com biscoitos, cookies e barras de cereal que possam conter macadâmia. Mesmo um único pedaço pode ser suficiente para causar reação no pug.
6. Café e bebidas com cafeína
Café, chá preto, refrigerante de cola, energético e bebidas estimulantes contêm cafeína, que age no cão como estimulante poderoso do sistema nervoso. Causa agitação, taquicardia, tremores, convulsões e parada cardíaca em doses suficientes.
Cuidado com borra de café no lixo. O pug curioso pode mexer e ingerir.
7. Álcool
Bebidas alcoólicas, mesmo em quantidades mínimas, são tóxicas para cães. O fígado do pug não consegue processar etanol, e a substância afeta o sistema nervoso central rapidamente.
Atenção também a alimentos que contêm álcool: pães caseiros com massa fermentada, doces com licor, frutas em calda alcoólica.
Sintomas: desorientação, vômito, dificuldade respiratória, diminuição da temperatura corporal, coma.
8. Xilitol
O xilitol é um adoçante artificial usado em chicletes, balas sem açúcar, alguns produtos diet, pasta de dente humana e até em algumas pastas de amendoim. Para o cão, é extremamente perigoso: provoca queda brusca da glicose no sangue e pode causar insuficiência hepática.
É um dos alimentos mais subestimados. Muitos tutores não imaginam o risco de oferecer um pedacinho de chiclete ou um doce diet.
Sintomas: vômito, fraqueza, perda de coordenação, convulsões em até 30 minutos após a ingestão.
9. Ossos cozidos
Diferente do que muita gente pensa, osso cozido é mais perigoso do que osso cru. O cozimento deixa o osso quebradiço, e os pedaços lascados podem perfurar o esôfago, estômago ou intestino do pug.
Se quiser oferecer osso, prefira osso recreativo cru, do tipo bife ou costela bovina, sempre supervisionando. Nunca dê osso de frango, peixe ou costela cozida.
10. Leite e laticínios
A maioria dos cães adultos tem intolerância à lactose. O pug não é exceção. Leite, queijo curado e sorvete causam diarreia, gases e desconforto digestivo.
Iogurte natural sem açúcar, em pequena quantidade, costuma ser tolerado pela maioria. Mas leite puro deve ficar fora do cardápio.
11. Massa de pão crua
Massa crua com fermento continua fermentando dentro do estômago do pug. O fermento produz álcool e gás, o que causa intoxicação alcoólica e dilatação gástrica. É uma emergência veterinária.
Cuidado especial em casa onde se faz pão. Se você deixar massa descansando na bancada e o pug alcançar, ele come.
12. Sal em excesso
Salgadinhos, batata frita, comida temperada e principalmente alimentos curados (presunto, salame, mortadela) têm muito mais sal do que o pug consegue processar. O excesso de sódio causa sede intensa, vômito, tremores e, em casos graves, convulsões.
Não compartilhe sobras de comida temperada. O sal usado para humano é desproporcional para um cão de 7 kg.
O que fazer se o pug comer algo proibido

A primeira coisa é não entrar em pânico, mas agir rápido. Siga estes passos:
- Identifique o alimento e a quantidade. Anote quanto ele comeu e há quanto tempo.
- Não tente induzir vômito sem orientação veterinária. Em alguns casos isso piora a situação.
- Ligue imediatamente para o veterinário. Se for fora do horário, procure uma clínica 24h.
- Leve o pug para avaliação se houver vômito, tremor, alteração de comportamento ou letargia.
- Mantenha o pug calmo e em ambiente fresco enquanto vai para o veterinário.
Como prevenir intoxicação alimentar no pug
O pug é especialista em comer o que aparece pela frente. A prevenção depende mais do tutor do que dele.
- Mantenha alimentos perigosos guardados em armários ou prateleiras altas.
- Não deixe restos de comida em pratos sobre a mesa quando sair da cozinha.
- Avise visitas que o pug não pode comer comida humana.
- Cuidado especial com lixeira: feche bem ou use lixeira com tampa.
- Em festas, peça para que ninguém ofereça comida sem perguntar antes.
- Tenha sempre o telefone do veterinário de emergência à mão.
Para conhecer os alimentos que o pug PODE comer com segurança, veja a lista de frutas que pug pode comer. E para entender a quantidade certa de ração diária, leia a tabela de ração para pug por idade e peso.
O pug é uma raça que ama comida e vai aceitar qualquer coisa que você oferecer. Cabe a você ser o filtro entre ele e os perigos da cozinha. Conhecer essa lista pode salvar a vida do seu cachorro em uma situação de descuido.
Karen Castle é tutora de pugs há mais de 8 anos e criadora do Pug Saudável. Apaixonada pela raça, Karen passou pelos desafios reais de cuidar de um pug com sobrepeso e problemas respiratórios, e desde então dedica seu tempo a estudar nutrição canina, comportamento e saúde de raças braquicefálicas. O Pug Saudável compartilha tudo o que ela aprendeu na prática para ajudar outros tutores a darem aos seus cães uma vida mais longa, saudável e feliz.






